A digitalização requer os seguintes instrumentos:
a) Scanner ou câmara digital para capturar e converter a imagem;
b) Computador para processá-la e armazená-la;
c) Softwares para captura e manipulação de texto e imagens;
d) Impressora ou um monitor para visualizá-la.
Segundo a Embrapa a característica física do material a ser digitalizado afeta diretamente o produto digital que será obtido no processo. Este aspecto, além da relevância intelectual do conteúdo da obra, são os aspectos a serem observados na seleção dos materiais a serem digitalizados.
Deve-se levar em conta as seguintes propriedades físicas dos materiais:
a) tipo e categoria do recurso (é um livro impresso, texto escrito à mão, programa de tv em VHS, é um original ou uma reprodução?);
b) data (quantos anos tem? Sabe quando foi feito?);
c) tamanho e dimensões físicas (é um livro de tamanho regular? É uniforme? Qual é o tamanho em cm? Qual a duração da fita de vídeo em horas, minutos, segundos)?
d) tipo de mídia (papel, madeira, couro, vídeo cassete magnético, combinação de materiais)?
e) formato (disco de 78 rpm, fita cassete analógica, DAT Betacam SP tape, NTSC ou PAL formato de vídeo);
f) estrutura do material (ele é encadernado?);
g) condições de preservação (qual o estado de conservação? Deve ser preservado? Requer manuseio especial?).
3.1 Scanners
Existem scanners de vários tipos, tamanhos e níveis de qualidade. A escolha de um scanner depende do objetivo do trabalho, do formato, tipo e tamanho do material que se pretende digitalizar. Dentre os fatores a considerar na hora de escolher um scanner temos: resolução, usabilidade, profundidade de cores, área de escaneamento, tempo de digitalização (EMBRAPA, 2006).
Em relação à resolução temos que a mesma é o fator determinante na qualidade de um scanner, o nível máximo de detalhamento que pode ser capturado de uma imagem. A resolução óptica de um scanner é medida pela capacidade de leitura de seu sensor de imagem. Quanto maior a resolução óptica melhor.
Quanto à usabilidade algumas interfaces são bastante simples, limitando-se a definir cor, resolução, e área de digitalização; outras apresentam interfaces complexas com várias opções de tratamento de imagem, que soma tempo, processamento do computador, e, em muitos casos, a paciência do usuário.
A profundidade de cores trata-se do número de cores que cada ponto captado pelo scanner pode ter. Quanto maior a profundidade de cores maior a quantidade de informações capturadas pelo scanner, e, portanto, maior a similaridade entre a cópia e o original.
Quanto à área de digitalização do scanner, normalmente delimitada pela superfície de vidro do equipamento, costuma variar um pouco de um modelo para outro. Em geral todos os scanners são capazes de digitalizar documentos com a largura máxima de uma folha tamanho carta, e o comprimento de uma folha formato A4.
Tampas removíveis facilitam a digitalização de objetos de grande espessura, como livros e revistas. A capacidade de aceitar acessórios extras, tais como alimentador de folhas avulsas, são oferecidos como opcionais em alguns modelos mais sofisticados.
Para scanear slides, diapositivos, negativos ou transparências, o ideal é que se utilize um scanner próprio para esse tipo de material.
Outro fator a considerar é o tempo de digitalização. Ele é uma característica normalmente associada ao desempenho do scanner e é o tempo que o equipamento demora em digitalizar um documento. Isso pode ser influenciado por vários fatores, entre eles, a resolução desejada, o número de passadas do carro sensor e as características do programa de digitalização.
Os tipos básicos de scanners são:
- de mão
- de página
- mesa
- slides
- microfilme
- 3D
- copystand
3.2 Câmaras digitais
Apesar de ter um alto valor de investimento, as câmaras digitais disponíveis no mercado não são boas para o escaneamento de grandes arquivos, com exceção das câmaras de alta resolução (Kontron, Zeutschel, Leica) usadas por grandes instituições e empresas no ramo comercial de imagens.
A câmara digital de alta resolução não tem nenhuma limitação para o escaneamento e podem capturar numa resolução extremamente alta. Porém elas têm requerimentos específicos sobre iluminação, e exigem um alto nível de habilidade do operador. As vantagens destas câmaras estão no grande potencial para scanear materiais de tamanho grande, todos os formatos de mídia, materiais encadernados, e o baixo risco na operação com os materiais frágeis.
As câmaras digitais não usam filme para capturar imagens. As fotografias são armazenadas numa mídia interna ou em cartões de memória. A capacidade varia de 4 MB a 512 MB e está aumentando cada vez mais com o progresso da tecnologia. Os cartões de memória guardam um número razoável de imagens, dependendo da resolução escolhida e da capacidade do cartão. Se for utilizado o formato TIFF de imagens, os arquivos serão grandes, e logo esgotarão a capacidade do cartão. Portanto, deve-se optar por transferir as imagens diretamente para o computador, antes de tirar novas fotografias.
3.3 Software
Há dois tipos de software necessários para a digitalização de imagens. Um deles é o software de scaneamento que vêm com o scanner, o outro, é o software de edição de imagens, normalmente aplicado após a captura da imagem.
Alguns softwares, como o Adobe Photoshop, podem servir tanto como software de escaneamneto como de edição de imagem.
O software de escaneamento geralmente é limitado quanto à funcionalidade. Ele deve ter pelo menos a funcionalidade de salvar os arquivos de imagens em formatos padrões, tais como TIFF, JPG, GIF etc.
Os tipos de softwares que convergem arquivos de imagens de um formato para outro também são úteis.
Os softwares de edição de imagens são usados para “limpar” a imagem, removendo imperfeições, pontos, manchas etc., e para correção, tais como ajuste do nível de brilho e contraste. Algumas de suas funções são: realçar a imagem, controlar o zoom, acomodar diferentes formatos de arquivos, fornecer controle para gama, preto e branco e cores, fornecer um histograma, possibilitar ao usuário criar e salvar situações customizadas. A escolha deste produto é baseada no nível de manipulação de imagens desejadas e no nível de especialização dos indivíduos que vão utilizá-lo (EMBRAPA, 2006).
3.4 Computador
A escolha do computador para o processo de digitalização é de grande importância. Os principais componentes que devem ser considerados neste momento são:
a) computador com o máximo de memória possível;
b) processador otimizado para manipulação de imagens;
c) computador com capacidade para conexões do tipo USB ou IEEE1394;
d) gravador de CD e DVD;
e) monitor de alta qualidade, com tela acima de 17 polegadas, alta resolução, alta velocidade, sem tremulações e com suporte para vídeo RAM que possa produzir imagens representativas do original digitalizado.